“Sei de gente que conta sua vida pelas casas em que morou, ou pelos filhos, empregos e até mesmo pelos carros.” Rosa Montero Quando esta coluna começou eu não sabia muito bem o que seria dela. Falar de livros, de como os livros nos movem, de como encontrar respostas nos livros, de como crescer lendoContinuar lendo “Ler, escrever e nos narrar”
Arquivos da categoria: Textos – Monique Bonomini
O fim de uma história é o começo de todas as outras
A palavra crônica deriva do latim chronica, sendo um termo usado antigamente para se referir ao relato de acontecimentos numa ordem temporal. Indica, portanto, um registro cronológico de eventos. Tais relatos tiveram origem na Antiguidade e foram muito comuns na Idade Média e no Renascimento europeu num sentido diferente do atribuído à palavra posteriormente comContinuar lendo “O fim de uma história é o começo de todas as outras”
O passado passou
“Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar.” Esopo Dos “quando eu tiver dezoito; ainda está cedo, sou jovem; talvez quando eu for mais velha”, para os “aprender não tem idade; sou como o vinho; sessenta no corpinho de cinquenta”, o tempo passa bem rápido. Num instante somosContinuar lendo “O passado passou”
Ser Estado
Louis XIV, rei da França apelidado de O Rei Sol, tamanho seu poder e dono do reinado mais longo da história da Europa, afirmou que “l´état c´est moi” (o Estado sou eu) e sintetizou como ninguém o significado do absolutismo, isto é, o sistema de governo em que o soberano concentra em suas mãos todoContinuar lendo “Ser Estado”
Entre fábulas, metáforas e a casa de todos nós
Desde muito cedo os animais nos ajudam a aprender lições valiosas. Seja através de lendas, seja através dos desenhos animados, a humanidade se entende melhor quando se vê na pele dos bichos. Jean de La Fontaine, poeta que alcançou sucesso com fábulas, colocava os animais como personagens centrais para assim dirigir suas críticas aos homens,Continuar lendo “Entre fábulas, metáforas e a casa de todos nós”
Violência substantivo feminino
“Reze para que seja menino”, é a frase que encerra o livro Reze pelas mulheres roubadas, de Jennifer Clement. Revelá-la não é nenhum spoiler, pois isso vêm à mente diversas vezes durante a leitura. A obra ficcional, infelizmente, se ampara na realidade mexicana de mulheres que são sequestradas para servirem a narcotraficantes ou traficantes deContinuar lendo “Violência substantivo feminino”
A maternidade das mães
Ser mãe é padecer no paraíso, dizem. O fato é que, com as mulheres tomando cada vez mais espaço na cena literária e o debate feminista avançando na sociedade, mais a maternidade é trazida para o foco das narrativas. Em As mães são muitas, de Katixa Agirre, lançado este ano pela Primavera Editorial, duas maternidadesContinuar lendo “A maternidade das mães”
A moeda de um lado só
Uma das grandes artimanhas da literatura é seu poder de narrar a mesma história de diversas formas. Às vezes, ainda que com elementos repetidos, consegue-se enxergar um enredo completamente novo e essa versatilidade faz com que os leitores nunca esgotem sua infinita lista de livros para serem lidos. Lançado pela primeira vez em 1969, oContinuar lendo “A moeda de um lado só”
Esquisito é ser normal
Tem gente que é muito esquisita. Quem, por exemplo, prefere frio, come o feijão por cima do arroz, conversa com plantas, troca o nome de todo mundo que tem menos de trinta anos, chama todo mundo com menos de vinte anos pelo mesmo nome, não pode imaginar gente que usa sapato sem meia, gosta deContinuar lendo “Esquisito é ser normal”
Há Humberts por todos os lados
Para Aristóteles “a arte imita a vida”, mas para Oscar Wilde, escritor irlandês, “a vida imita a arte mais do que a arte imita a vida”. Em se tratando de literatura, além de entreter, ela também tem o papel de provocar reflexões, instigar nossa criticidade. A arte pode ser deleite e ainda assim causar incômodo,Continuar lendo “Há Humberts por todos os lados”
