Recomeço

No rasto encalço ao morrer esqueço, a morte finda tudo. Recomeço. Ao nascer do sol no teu calor me aqueço, me nutre e me refaz. Recomeço. Dias subtraem horas, o relógio larapia o tempo quando em movimento. Recomeço. Ocaso marinho azula todo o firmamento antes cinzento. Depois a noite escoa pela madrugada a dentro, tudoContinuar lendo “Recomeço”

Por detrás da delicadeza alada

Pássaros são criaturas intrigantes. A despeito de nós que estamos condenados à terra firme, eles voam e são um potente símbolo de liberdade. Além disso, muitos pássaros são engenheiros habilidosos e ostentam lindas plumagens, uns são bem pequenos e outros são imensos. Alguns vivem solitários em altas montanhas rochosas, outros mergulham em alto-mar para pescarContinuar lendo “Por detrás da delicadeza alada”

Por que não devemos guardar ressentimentos?

Não importa o que fizeram com você, mas sim o que você vai fazer com o que fizeram para você. Não importa o que disseram a você, mas o que você escolhe guardar para si e como acredita ser quem realmente é. Não importam as escolhas do passado, mas o que você aprendeu com elas.Continuar lendo “Por que não devemos guardar ressentimentos?”

Alison

Acordou naquele dia, sabendo que seria diferente. Pegou a toalha, seguiu para o banho contente. Demorou no chuveiro, sem pressa, tinha algo em mente. Hoje seria feliz, viveria o seu presente. Pegou o belo vestido, guardado para sempre. Vestiu a meia calça, passou a mão no pente. Prendeu o cabelo num coque, bem diferente. CalçouContinuar lendo “Alison”

Quem se arrisca a falar com o Tempo

Dia desses circulava pela rede uma pergunta, algo como: você sente que as pessoas a sua volta fazem muito mais coisas que você? E esse pensamento assim, individualizado, mostrou que na verdade essa é uma questão bem coletiva, porque isso já me passou pela mente e de repente vi muitas pessoas compartilhando a questão. AoContinuar lendo “Quem se arrisca a falar com o Tempo”

É (im)possível ser feliz sozinho

Um dos clássicos da bossa nova sentencia: é impossível ser feliz sozinho. Mas se tem uma coisa que a pandemia nos empurrou goela abaixo foi a solidão. O mundo ficou mais triste, isolado, e muita gente teve que aprender na marra a encarar a solidão. Na literatura, alguns personagens vivem com desfaçatez sua vida solitária,Continuar lendo “É (im)possível ser feliz sozinho”

Haicai

Há coisas na vida que não combinam. Tipo: isqueiro novo, pontinha e bigode. Poema extraído do livro “O Mundo do Poeta”, 2020. Autor Mário L. Cardinale é capriconiano, natural de Poá município da Grande São Paulo. Formado em Farmácia, atualmente embrenha-se no estudo das humanidades, sendo a filosofia, a política, a música e a literaturaContinuar lendo “Haicai”

Tampa da Panela

A arruela da aduela da janela está frouxa, toda ela. É preciso apertá-la com uma chave de boca, daquelas de parafusar. Além de fria, uma chave de boca deve ser difícil de beijar. Diz por aí o ditado que toda tampa tem sua panela. A tampa da chave de boca deve ser a arruela daContinuar lendo “Tampa da Panela”

As coisas que estão no mundo não podem voltar para os sonhos

Uma das forças que nos move é a inventividade. Em nossa breve passagem pelo planeta já transformamos a paisagem, interferimos diretamente na existência de outras espécies e despejamos resíduos até no espaço. Percebe-se então que a inventividade é uma via de mão dupla: aprendemos a controlar o calor, plantar nosso alimento, produzir derivados e interferirContinuar lendo “As coisas que estão no mundo não podem voltar para os sonhos”

Estrada

Por vezes, tudoPor outras, nadaMovidos por sentidosSigamos na estradaCom tropeços e desviosNão desistimos dos desafiosVenha tempestadeSol de racharContinuamos, persistimosFirmes, sem pararO desânimo tentaráNosso ânimo invalidarSejamos corajososErgamos os ombrosA cabeça e o olharDo passado – aprendizadoDo presente – superaçãoNo futuro – colheitaOnde chegaremos?Definirá nossa determinação Autora Jeane Lima é graduada em Letras pela UNICSUL-SP e pós-graduadaContinuar lendo “Estrada”