A vida acolhe quem sabe O que quer… O vento leva quem duvida. O sonho traz o bem me quer… Somente o poeta acredita. Os olhos veem o que quiser, O cheiro deixa a pista Nos braços dessa mulher Eu grito: Terra à vista! Autor William Cunha Cruz, brasileiro nato, natural de Itabuna – BA.Continuar lendo “Terra à vista”
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As sombras no cantinho da bagunça
Você sabe do que estou falando. Mesmo as casas mais impecáveis, em brilho, sem poeira, costumam ter algum quarto ou pelo menos algum canto para depositar os objetos que não se encaixam bem no restante do lugar ou cujo destino ainda é incerto. De qualquer forma, tratam-se de utensílios com função tão pouco usual ouContinuar lendo “As sombras no cantinho da bagunça”
Às vezes
Não faço parte desse plano Como não ser se eu já sou? Às vezes ajo por engano… P’ra que partir se eu não vou? Não tenho mais a mocidade Quem quer saber aonde vou? Às vezes moro na cidade… Depois esqueço onde estou. Não sofra pela eternidade! Saudade é coisa para dois. Morrer é puraContinuar lendo “Às vezes”
Todos os mundos
“Sou um coração batendo no mundo. Quem me lê que me ajude a nascer.” (Clarice Lispector em “Água Viva”) A leitura literária nos remete a um mundo onírico particular, tendo em vista que um mesmo livro despertará reações diversas em cada leitor, e até no mesmo leitor, em épocas diferentes de sua vida. É umaContinuar lendo “Todos os mundos”
Em mim esqueço
Vigília na madrugada é tudo ou nada… o tempo perpassa no próprio compasso um silêncio espasmo sombra na parede tatuada. Redondilha menor ou maior, que importa? Escrevo e só; verso-dissimulo desatento, afogo mágoas, palavra por palavra, em tinta. Mergulho: grito ao pé d’ouvido rigoroso andar das horas noite adentro, amor próprio escasso inebriado fico. AfundoContinuar lendo “Em mim esqueço”
Sobre Nós
Fechar os olhos chegar em fração de segundo. A realidade ampliada além da matéria e do etéreo. Qual será de nós, menina? Será somos só almas vagando em corpos violados pelo tempo que aniquila? Será o amor fratricida? Ofereço tudo e nada… assim juntos, no centro do ciclone gira-gira-gira; vasta esplanada. Estamos encantados pelo reflexoContinuar lendo “Sobre Nós”
Filosofia Antiga
Penso, logo escrevo. Escrevo, logo existo. Se penso, escrevo, existo: liberto o poema da caverna regresso e extravaso: grito! Dois dedos no fundo da goela me sufocam na multidão; aflito. É que meu mundo das ideias está em constante conflito. O mundo material desmorona, no ato final; apocalíptico. Careço parar de pensar escrevo paródias deContinuar lendo “Filosofia Antiga”
Se eu pudesse te encontrar de novo…
Se eu pudesse te encontrar de novo… Eu te daria um longo abraço para tentar aplacar a imensa saudade que sinto de ti. Falaria sobre muitas coisas, pra ti ainda desconhecidas… e te ensinaria outras tantas que seria muito útil saberes o quanto antes. Daria meu colo pra chorares por tuas primeiras decepções e teContinuar lendo “Se eu pudesse te encontrar de novo…”
Solidão
solidão: lugar comum pra quem paquera estrelas uma pena de lá ninguém flertar de volta sinfonia n’aurora cântico que o vento aflora dia passa tanto faz se fez foz do meu pranto trago verdades choro de canto acendo o cachimbo nascente, poente mercúrio retrógrado patino no limbo apelo ao planeta regente socorro! Autor Mário L.Continuar lendo “Solidão”
A dor de não ser o que se é
A grosso modo, o ser humano constrói sua individualidade a partir de processos internos e externos. Podem-se considerar como fator externo os comportamentos e posturas comuns à comunidade em que se vive. Enquanto isso, a subjetivação, em termos muito simplórios, refere-se aos critérios internos a partir dos quais cada um elabora suas subjetividades. Isto é,Continuar lendo “A dor de não ser o que se é”
