Figura tranquilizante Das marés da vida, De fases cambiantes Pelo seu alvo semblante De luz refletida. No alto ela se destaca Mesmo com aparência recatada, Pois ainda é o único brilho que resplandece Pela noite que adormece. A inconfundível serenidade do ser. Mas mesmo ao ser por todas as estrelas rodeada O equilíbrio não deixaContinuar lendo “A lua de todas as crenças”
Arquivos da categoria: Poesias – Leandro Dupré Cardoso
O táxi vazio
Já era a hora, O tempo havia chegado. Mas e agora, Onde terá parado? Pois num momento de necessidade Chamei o táxi que restou Já que os outros estavam em atividade Com cada um que antes o chamou. Era para ser mais uma tranquila viagem Com expressões da consciência a vagarem pelas estradas Ou paraContinuar lendo “O táxi vazio”
Morfeu não sabia escrever
Conhecedor dos sete mares, Mestre da verdade. Mesmo para diversos patamares Ainda é a maior majestade. Desmistificador das aparências Ao oferecer um novo viver, Tamanho símbolo da transcendência Que te faz fechar os olhos e ver. Porém, ser somente uma pessoa com potencial Não basta para ser um diferencial: A sabedoria precisa se espalhar ParaContinuar lendo “Morfeu não sabia escrever”
A roda da fortuna
Um espetáculo pirotécnico Para diversos globos a circular. Tem coisa mais maluca Do que um sistema solar? E existindo o caos declarado Como a base de tudo o que há, Como pode ser pensado Que somente o esperado acontecerá? Ao lançar dos dados O pintar do sete pode dar as caras Enquanto o trunfo dasContinuar lendo “A roda da fortuna”
Metacronose
Roda, roda Vida afora Gira sem parar Vai o globo Sem engodo Sem pestanejar A passagem permanente Da mudança constante Do tempo presente Quem vai questionar o imutável Do inflexível mutante? Já que é insensato vencê-lo É melhor adaptar-se a ele: Pode ser pela encenação da multiação Como o camaleão de todas as horas QueContinuar lendo “Metacronose”
Entre matas e matracas
Quando os extremos se chocaram Alguma coisa nasceu, Assim como aquelas duas araras Quando uma em frente à outra apareceu (Caraca! Arara Na parada!) Uma era rubra até não poder mais, A outra se mostrava celeste até na cor. Mas como podiam estar em paz Com aquele impronunciável ardor? (Arara Cata A pata cá?) AContinuar lendo “Entre matas e matracas”
O chamado da chama
Brilho, barulhoLuzes no escuroA explosão da alegriaNa realização da ousadia. Seja em festas emblemáticasOu em partidas dramáticas,Os fogos estão láPara a sua imponência ecoar. O entusiasmo faiscantePelo poderio flamejante,Sempre fazendo ferver os principais eventosPelo controle de um dos primordiais elementos. Um novo poder consolidado?Está mais para um feitiço desenfreadoMesmo depois dos constantes rogosPara não seContinuar lendo “O chamado da chama”
AURORA
A luz do lado da montanha Durante as manhas da manhã Flutua levemente pelo ar Dando-nos uma esperança sem par De que o amanhã pode mudar Onde tudo deixasse de ser aparente E gente fosse simplesmente gente Sem ter que dar rasteiras Para ter lucros sem fronteiras Um lugar natural de verdade Onde exprimimos asContinuar lendo “AURORA”
(IN)DECISÕES TEMPORAIS
No meio do corre-corre Da insanidade do foge-foge Surge uma questão crucial: chove ou não chove? Uma dúvida que pode soar tão banalizada, Mas que ainda é revolucionária por natureza: Pois a papelada importante Vira vítima agonizante E o guarda-chuva, esquecido e desprezado, Torna-se item altaneiro, Um verdadeiro escudo Contra os bombardeiros. Porém,Continuar lendo “(IN)DECISÕES TEMPORAIS”
