A era audiovisual vem ganhando força como nunca. O consumo de serviços de streaming e redes sociais se multiplica e atingem públicos cada vez mais variados e exigentes. Enquanto isso, a literatura pode passar a impressão de se manter mais estagnada no interesse geral. Contudo, e se fosse possível unir esses dois mundos de alguma forma?
Esta foi a ideia da Giovanna Pezzolato, que primeiramente lançou o livro “8 (Contos) e meio” com contos e inspirados em filmes e agora possui o recém-lançado “Contos fora de série”, abordando a temática de séries de TV:
Conte um pouco sobre você!
Eu me formei em Cinema e Audiovisual, o que acabou me ajudando muito mais na carreira de escritora e foi essencial para os meus dois livros lançados até o momento, “8 (Contos) e meio” e “Contos fora de série”.
Apesar da minha formação, atualmente trabalho como professora de inglês em uma escola de idiomas e sempre encaixo o cinema nas aulas. Além da escrita e do cinema, meu maior hobby é a música e, apesar de ser uma compositora e cantora amadora, lancei cinco músicas no Spotify, das quais eu tenho muito orgulho.
Minha relação com a literatura começou desde cedo, aos sete anos de idade, por influência do meu avô que sempre tinha um livro em mãos. Inclusive ele me trouxe um hobby do qual gosto muito: as palavras cruzadas.
A arte é a maior paixão e o motivo pelo qual me sinto viva, seja em forma de literatura, cinema, música ou pintura.

Como surgiu a ideia do livro “Contos fora de série”?
A ideia do “Contos Fora de Série” surgiu assim que voltei do lançamento de “8(contos) e meio”, que se tratava de um livro em que os contos eram todos inspirados em filmes.
Eu sentia que a minha paixão pelo audiovisual não estava completa. Não são só os filmes que me movem, mas as séries de TV também que tiveram muita influência na forma como escrevo. Então pareceu natural e essencial concluir essa saga fazendo um livro totalmente baseado em séries.
Como foi a decisão de selecionar as séries do livro? Teve que reassisti-las muitas vezes?
A escrita desse livro foi muito mais difícil do que o primeiro que lancei.
Os filmes são mais fáceis de se inspirar e de pegar easter eggs. Já as séries têm várias temporadas e vários episódios, fica mais difícil pegar a essência da obra. Saber se vou usar um episódio em específico ou se vou generalizar foi um dos maiores desafios.
Por isso assisti muitas séries inúmeras vezes e muitas das quais eu assisti nem chegaram a entrar no livro. Pois, apesar de terem inspirado ótimos contos, fugiam um pouco do tema do livro.
Qual seu conto preferido no livro e por quê?
Acredito que seja o “Nova Direção” e o “Admita”.
O “Nova Direção” traz uma vibe parecida com um outro conto do primeiro livro, que também é o meu favorito. Trazer o tema de idosos sempre foi importante para mim para homenagear meus avós.
Já o “Admita” traz um tema que precisa ser discutido. Traz uma maturidade em relação aos outros contos do “8(contos) e meio” e traz duas “polêmicas”(não considero polêmicas, mas muita gente considera): a dificuldade de pessoas trans e o alcoolismo, juntamente com brigas de família.
Qual a grande mensagem que você pretende passar com o livro?
Acho que a proposta sempre foi mostrar que as séries estão mais perto do nosso cotidiano como imaginamos. O livro pode apresentar séries que não se relacionam com a realidade, mas no fim impactam sim na realidade.
Também quero passar mensagens importantes em cada conto, de assuntos que precisam ser lidos e também tentei demonstrar uma maturidade maior nos contos. Afinal, eu comecei a escrever o “8(contos) e meio” com 17 anos e o “Contos Fora de Série” foi escrito com 21. Por mais que eu seja nova, há um grande salto na escrita e nos meus ideais.

Como podemos adquirir o livro? Quais os contatos em que podemos falar com você?
Comigo mesma, tanto em eventos que eu sempre participo(para o pessoal de São Paulo), quanto por contatos como Instagram e Whatsapp.
Sempre respondo por lá, explico sobre a mensagem do livro e envio direitinho e com brindes.

Tem algum novo projeto em vista que possa nos contar um pouco?
Neste momento estou escrevendo um livro de suspense policial que vou lançar em 2024, provavelmente no segundo semestre. É bem mais desafiador e pela primeira vez há uma história linear e grande, sem ser contos.
